terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Sociedades secretas
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Os Princípios do Zen-Budismo
O Zen-Budismo é uma das mais famosas variações do Budismo atualmente. “Zen” ou “Zen-Budismo” é a palavra japonesa para a tradição chinesa Ch’an e associada em suas origens ao Budismo do ramo Mahayana ("Grande Veículo”), síntese doutrinária dos ensinamentos do Buddha Śākyamuni ou Gautama Buddha, o chamado por nós Buda (O iluminado). Buda viveu e desenvolveu seus ensinamentos no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos IV e VI a. C.. Apesar de ter suas origens na china, o Zen-budismo teve a maior parte desua influência do Japão feudal até os dias de hoje. O Zen-Budismo é a segunda “religião” mais forte no Japão, ficando atrás apenas do Xintoísmo, outro estilo de vida muito interessante. Muitos japoneses se consideram tanto xintoístas como zen-budistas, explicando por que, somadas as estatísticas dessas duas filosofias, se obtém uma soma de 194 milhões de membros (dados de 1996), enquanto a população aproximada do Japão é de cerca de 127 milhões de pessoas.
O Zen-Budismo é em parte, polêmico, pois alguns historiadores e sociólogos não o consideram uma religião, e sim uma filosofia, por não ter o culto a um deus criador de tudo e detentor de todo o conhecimento e sabedoria. Por outro lado, a adoração ao Buda, um ser que, segundo a história desta doutrina, foi um homem igual a todos nós, com exceção do fato de que foi um grande pensador, com um espírito tão puro e que seguia tão à risca os ensinamentos budistas (o nome surgiria depois) que chegaram a “endeusá-lo”, dá a este “estilo de vida” uma característica de religião.
A prática do Zen, assim chamada pelos seu praticantes e admiradores (como o que vos escreve, grande admirador dessa doutrina incrivelmente ampla e complexa, mas ao mesmo tempo simples e modesta), tem, em muitas das vezes, sua iniciação por meio de outras artes, como o Arco e Flecha, a Cerimônia do chá, a Arte do Arranjo Floral, entre outras, assim como explica Eugen Herrigel em seu livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen”. O livro conta suas experiências no Japão e como a prática do arco e flecha o aproximou da doutrina Zen.
O Zen-Budismo foi a doutrina mais influente no Japão feudal, a mais presente na vida dos samurais e shinobis da época, além de ter tido grande influência na China, na Coréia e no Vietnã. Ele se baseia nos princípios da iluminação interior e da purificação do espírito, ideais originalmente desenvolvidos pelo pensador chinês Confúcio. O Zen-Budismo tem também em sua escência a idéia de que, já que todos os seres concientes têm uma natureza “búdica”(Termo um tanto incomum), para atingir a iluminação é apenas necessário descobrir este Buda interior. Porém enganam-se as pessoas que acreditam que tal "descobrimento" da natureza búdica interior pode ser atingido sem trabalho. A prática Zen real é muito disciplinada e muitos anos de estudo devem necessariamente preceder a liberação "súbita" na verdade. O Zen-Budismo abrange todas estas ideias acrescentadas ao amor taoísta pela naturesa e o misticismo indiano. O Zen-Budismo, assim como a maioria das doutrinas budistas, visa o Satori (a iluminação) atravé de exercícios de meditação chamados Dhyana.
O Sermão da Flor:
As origens do Zen-Budismo são apontadas para o Sermão da Flor, cuja fonte mais antiga vem do século XIV. Gautama Buddha juntou seus discípulos para um discurso do Dharma. Quando eles juntaram-se, Buda permaneceu completamente silencioso e alguns acharam que ele estava cansado ou doente. Silenciosamente, ele levantou uma flor e vários discípulos tentaram interpretar o que isso significava, embora nenhum deles corretamente. Um dos discípulos, Mahakashyapa, (em sânscrito Mahākāśyapa), também silenciosamente, olhou para a flor e obteve um entendimento especial além das palavras, ou prajna (sâncrito prajñā, "sabedoria”) diretamente da mente de Buda. Mahakashyapa, de alguma forma, compreendeu o verdadeiro sentido inexprimível da flor e então Buda sorriu para ele, reconhecendo seu entendimento e dizendo:
“Eu possuo o verdadeiro olho do Dharma, a mente maravilhosa do Nirvana, a forma verdadeira do informe, o portal sutil do Dharma que não depende de palavras ou escritos, mas é uma transmissão especial fora das escrituras. Isto eu passo a Mahakashyapa.”
Mahakashyapa é, por este dom raro de compreensão, considerado o primeiro patriarca pelo Zen chinês.
Imagens - 1ª: Estátua do Buda indiana
2ª: Estátua do Buda chinesa
3ª: Arqueiro zen japonês
4º: Mulher meditando
Ps: Estou começando falando sobre as filosofias e religiões mais exóticas e orientais, mais logo vou começar a falar e doutrinas ocidentais
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O Confucionismo
O Confucionismo sempre foi algo que me inspirou curiosidade, pois sempre ouvimos falar daquelas frasezinhas chinesas: “Confúcio diz…” e nunca soube do que se tratava. Pois bem, outro dia resolvi pesquisar e acabei descobrindo a incrivel linha de pensamento de confúcio e a história de seus seguidores e de sua filosofia.
Kung-Fu-Tzu, conhecido por nós como Confúcio, nasceu em um período entre 551 e 479 A.C. e criador de um sistema ético/religioso ainda muito popular nos dias de hoje. Um pensador de grande magnitude e influência, criou uma das mais atingas linhas de pensamento da história moderna, que tempos depois influenciaria desde o Zen-Budismo até o código de honra dos samurais, etc. Entre as preocupações do confucionismo estão a moral, a política, a pedagogia e a religião.
Mesmo filho de uma simples família camponesa, ainda jovem ocupou um cargo de destaque como funcionário do estado de Lu. A amplitude e magnitude da sua sabedoria o fizeram ser chamado de Kung (o sábio). Para Confúcio, o objetivo não era a "salvação", mas sim a sabedoria e o auto-conhecimento.
"Se pode chamar de "homem superior"
àquele que primeiro põe em prática suas idéias,
e depois diz aos demais para o fazerem."
Confúcio
O confúcionismo fora chamado pelos chineses de “Junchaio”(ensinamento dos sábios), e é baseado na auto-firmação, na busca pelo conhecimento do auto-conhecimento, não a salvação após a morte como muitas outras religiões. O confúcionismo se tornou a doutrina do império chines durante a dinastia Han. Encontrando continuadores ao longo deste período que se destacaram em vários campos diferentes.
Depois de certo tempo o confúcionismo voltaria com força pelo que chamam de “Neoconfúcionismo”, através dos irmãos Cheng e Zhuxi. A influência não só na china, mas no japão e na Coréia fizerams dasta filosofia (não, religião, como algumas pessoas pensam, por não ter culto, mas uma linha de pensamento), extremamente forte no mundo inteiro.
Imagens: 1ª – Imagem de Confúcio
2ª – Templo de confúcio em Nagasaka, Japão
3ª – Estátua de Confúcio em seu templo
